O que muda com a nova regulamentação de ESG para empresas brasileiras em 2025
As novas exigências da CVM e o impacto nas estratégias de divulgação de sustentabilidade das organizações brasileiras.
O mercado de capitais brasileiro está passando por uma transformação regulatória significativa. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho de Sustentabilidade do Brasil intensificaram suas exigências de divulgação ESG para empresas listadas e de capital aberto — e os reflexos já se fazem sentir em toda a cadeia.
O que mudou na regulação ESG no Brasil
A Resolução CVM 59/2021 introduziu a exigência de divulgação de informações relacionadas a aspectos socioambientais no Formulário de Referência. Desde então, o movimento de "comply or explain" tem pressionado empresas a estruturar dados, processos e narrativas de sustentabilidade com maior rigor.
Em 2024 e 2025, o avanço das normas ISSB (IFRS S1 e S2) — que tratam de divulgações gerais de sustentabilidade e específicas sobre clima — colocou o Brasil na rota de uma harmonização global. Empresas de médio porte que antes se sentiam fora do radar agora precisam se preparar.
O que as empresas precisam fazer agora
- Mapear materialidade: identificar quais temas ESG são realmente relevantes para o negócio e suas partes interessadas.
- Estruturar coleta de dados: processos internos para registrar emissões de GEE, diversidade, segurança, governança e outros indicadores.
- Comunicar com transparência: relatórios acessíveis, rastreáveis e verificáveis — alinhados ao GRI, SASB ou ISSB.
- Integrar à estratégia: ESG precisa sair do papel de "área de comunicação" e entrar de fato na gestão estratégica.
Os riscos de não se adequar
Empresas que ignorarem a agenda ESG enfrentam riscos crescentes: perda de investidores institucionais, dificuldades de acesso a crédito (bancos já usam critérios ESG em suas análises), reputação fragilizada e desvantagem competitiva em cadeias de fornecimento que exigem certificações.
"Sustentabilidade não é mais sobre fazer o bem — é sobre sobreviver ao mercado do futuro."
— Sérgio Sacramento